O som que desenha o Griô: a poesia da Viradouro busca seu destino
Há uma magia única em ver a poesia nascer diante das lentes. O clique que congela o gesto do compositor, o suor na testa do intérprete e a vibração da quadra é o mesmo que eterniza a história do Carnaval. Neste sábado, a quadra da Unidos do Viradouro se transforma novamente no cenário perfeito para esse espetáculo visual e sonoro. A partir das dezenove horas, a vermelha e branca de Niterói dá sequência à sua disputa de samba-enredo, aproximando os corações apaixonados da grande final marcada para o dia dezenove de setembro. Cada flash vai registrar a emoção de oito parcerias que buscam traduzir em melodia o enredo Griô, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.
Antes que os poetas adultos tomem o palco com suas obras, a quadra será preenchida pelo sorriso puro do futuro. A escola mirim Virando Esperança faz a sua festa particular com a escolha do seu próprio hino, a coroação de sua rainha e a apresentação oficial de seus casais de mestre-sala e porta-bandeira. É a semente do samba garantindo que a tradição oral e a paixão pelo pavilhão continuem vivas por muitas gerações, um momento de extrema sensibilidade que todo fotógrafo sonha em registrar.
Na sequência, a disputa principal pega fogo com as apresentações das parcerias finalistas. O público vai vibrar com as obras lideradas por Julio Alves, PC Portugal, Claudio Mattos, Deco, Diego Thekking, Mocotó, Felipe Filósofo e Lucas Macedo, que se apresentam nessa ordem. Cada acorde promete conectar a quadra de Niterói com a ancestralidade da África Ocidental, celebrando a força dos contadores de histórias e a preservação do conhecimento. Nós estaremos lá, com as lentes prontas para capturar cada lágrima, cada sorriso e cada salto de alegria, porque onde tem Carnaval, tem clickSamba!

