Babi Cruz, 50 anos de pavilhão e paixão pela Mocidade
Há cinco décadas, Babi Cruz carrega nas mãos e no coração a história viva da Mocidade Independente de Padre Miguel. Começou menina, aos sete anos, como Rainha das Bonequinhas Sambistas no projeto do lendário Mestre André, e aos 12 já trazia o pavilhão verde e branco na função de porta-bandeira mirim. Sua trajetória se confunde com os momentos mais gloriosos da agremiação: foi primeira porta-bandeira oficial da escola, defendeu o pavilhão em seis carnavais memoráveis, esteve presente no bicampeonato de 1990 e 1991, e abriu caminhos nunca antes trilhados ao profissionalizar a classe de mestre-sala e porta-bandeira no Carnaval carioca. Seu legado não é apenas o bailado perfeito ou o pavilhão em movimento na Avenida, mas a luta constante pela valorização e preservação de uma arte que ela sempre soube ser sagrada.
Neste Carnaval de 2026, a Estrelinha da Mocidade, escola mirim nascida justamente com a missão de revelar novos talentos, homenageia Babi como reconhecimento de quem dedicou metade de um século à transmissão dessa paixão. Sua história se conecta também ao universo musical através de parcerias como compositora e de sua vida compartilhada com Arlindo Cruz, e agora retorna ao seu ponto de origem: a formação de gerações. Um bom click fica para sempre, e Babi Cruz é um desses momentos que o Carnaval carioca nunca vai apagar. Abrir a encruzilhada no carro abre-alas, levando a Mocidade para frente em um novo capítulo, é a coroação de uma vida que prova que o samba é mais que dança, é memória, é resistência, é amor.

