SÉRIE OURO

Kaylane Ribeiro, a passista que virou Musa da Estácio

Há cinco anos Kaylane Ribeiro chegou à Estácio de Sá aos quinze anos, e naquele primeiro encontro com a escola já sabia que havia encontrado mais que um lugar para dançar. A comunidade estaciana a recebeu de braços abertos, e ela se tornou parte daquela família de leão que respira samba. O tempo passou, a menina cresceu, virou uma das passistas mais cativantes da ala, e ninguém esperava que a semifinal de samba-enredo de 2026 reservava um presente tão grande para ela. No palco, o anúncio veio como um raio: Kaylane era a nova Musa da Comunidade da escola. A surpresa foi tanta que ela congelou, mas as lágrimas vieram depois, durante o desfile, quando a emoção finalmente transbordou e ela abraçou todos ao seu redor.

Aquele choro não era só de alegria, era de reconhecimento. Reconhecimento de uma rapariga que construiu sua história na Estácio, que se entregou de corpo e alma à escola e ao samba, e que agora recebia de volta tudo que havia plantado com seus passos no chão do Berço do Samba. Quando perguntada sobre o significado daquele título, Kaylane não hesitou: ela já faz parte daquela escola, daquele povo, daquele leão. Esse é o poder do Carnaval, de capturar em um momento a jornada inteira de alguém. Um bom clique fica para sempre, e esse deles, dessa rapariga estaciana, vai ecoar muito além das avenidas.