A alma do Xingu na lente da União de Maricá para o Carnaval
A busca pela essência de um enredo exige sensibilidade e o desejo profundo de registrar a verdade de um povo. Os pesquisadores da União de Maricá viajaram até o coração do Território Indígena do Xingu, na Aldeia Ulupuwene, para vivenciar o Kuarup a convite do povo Waurá. Essa imersão sagrada é parte fundamental da construção do desfile que vai celebrar o legado de Darcy Ribeiro, o grande defensor das causas indígenas que completará trinta anos de partida no ano do desfile. Estar presente, ouvir os cantos e sentir a poeira do chão sagrado é como ajustar o foco da câmera para capturar a alma de uma utopia que se recusa a apagar.
Para as lideranças locais, a presença da escola de samba representa uma poderosa lente que amplifica suas vozes e suas lutas diárias pela preservação do território. A conexão com Darcy é tão profunda que os próprios indígenas o consideram parte da família, uma memória viva que agora ganha contornos de poesia na passarela do samba. Ao registrar essas vivências de perto, a agremiação não apenas enriquece sua pesquisa plástica, mas assume o compromisso de projetar para o mundo o clamor de resistência e a beleza de uma cultura que pulsa no peito do Brasil. clickSamba, onde tem Carnaval, a gente clica!

